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A 97a. vítima de Hillsborough

Morreu aos 55 anos o torcedor do Liverpool que desde 1989 sofria com os danos cerebrais por ter sido uma das centenas de pessoas esmagadas pelo excesso de público e ausência de competência e coragem das autoridades.

Por Mauro Beting

Mliner levando a orelhuda para a casa do torcedor

Mliner levando a orelhuda para a casa do torcedor

Em 2019, na festa pelo hexa europeu depois da vitória em Madri contra o Tottenham, Milner pediu para que o corso dos campeões parasse à frente da casa de Andrew Devine. Ele vivia em estado vegetativo desde a tragédia de 15 de abril de 1989. Semifinais da Copa da Inglaterra entre o Liverpool dele e o Nottingham Forest.

Ele era um dos 765 feridos desde então pelo comando do policiamento ter aberto alguns portões que fizeram que muita gente que não tinha ingresso entrasse no estádio já lotado de Sheffield, o que acabou levando ao esmagamento e asifixiamento de muitos deles contra os alambrados, além de outros pisoteados.

Hoje, Devine foi se encontrar com outros 95 que foram naquele dia (inclusive um primo de Gerrard). Outro que resistiu até 1993.

E muitos torcedores que não precisavam ter passado por isso em outros tantos campos. Quando a ganância, a desorganização e a falta de preparo foram assassinas.

Devine descansou.

Campeão inglês na temporada passada. Campeão europeu em 2019 e 2005.

Campeão.

Que outras histórias não precisem ser contadas. 

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