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A expulsão do Rodinei não é um absurdo. E nem uma conspiração pró-Flamengo

O cartão vermelho pode ter sido exagerado. Mas passa longe de uma barbaridade sem precedentes ou uma invenção da arbitragem para supostamente beneficiar o Flamengo

Por Bruno Formiga

Vamos ser bem claros logo no primeiro parágrafo: Eu não daria o vermelho no ao vivo! Como o árbitro Rafael Claus também não deu. Ponto.

Podemos passar para o que interessa.

O argumento do "sem querer" não se sustenta. Isso não está na regra. E nunca esteve. Sem querer também é falta. E sem querer, em excesso, também machuca. E também expulsa.

Rodinei correu o risco. Sem querer. Mas correu. E caiu na interpretação de uma imagem bem feia e forte.

O lance teve zero de maldade. Mas foi forte.

Se o resultado fosse uma fratura ou uma lesão mais séria a avaliação das pessoas seria diferente. Se o vermelho fosse aplicado na hora, direto, pouca gente ia reclamar. 

Isso me parece bem óbvio.

O caminho até o vermelho é que foi ruim. Absurdo? Nunca.

- Ah! Mas o Filipe Luis balança a cabeça, como se discordasse da decisão do vermelho, dizem alguns.

Ora bolas! Na mesma cena, Rodinei não esboça reclamação alguma com a expulsão. Ou seja. Tudo é perspectiva e interesse de quem olha. Ou apenas clubismo mesmo.

Povo fica catando erro de apito pra justificar quando interessa. Ai vem o outro lado e mostra um lance não dado como "defesa". Tá todo mundo no mesmo barco. Quem se ferra hoje foi beneficado ontem. No final, não há interferência direta no campeonato porque o torneio todo é assim.

E sim. Lances geram interpretações diferentes. Cada contexto, cada jogo tem uma história. Não dá para pegar exemplos passados para justificar toda hora o que acontece agora. Vão ter várias brechas sim. Nossa arbitragem não é bem treinada, não tem padrão, não se reúne constantemente para debater critérios. Natural que seja uma universo bem plural de visões,

Mas é fato que as polêmicas de arbitragem se diluem pra todos os times. Não existe um que não reclame. É como perda de produto no supermercado. O dono sabe que vai ter. O concorrente também. Mas ainda assim eles terminam no lucro.

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