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A primeira dança: não tem jogo com racismo

Não tem jogo com racismo.

O Covid-19 não cancelou a temporada da Liga Norte-Americana de Basquete. Mas o racismo pode acabar com ela. Como também matou, mutilou e massacrou muitas vidas por muitos séculos.

Por Mauro Beting

O esporte contra o racismo

O esporte contra o racismo

Atletas da NBA estão cruzando os braços. Ou melhor: ajoelhando e erguendo os braços contra a violência racial. Contra o preconceito racial. Contra a violência. A favor de todas as vidas.

LeBron James largou a quadra onde poderia ganhar mais um título. Mais um MVP. Mais um anel.

Porque sabe que é melhor erguer o punho e largar os anéis para animais que conspurcam a humanidade. Para hominídeos que só enxergam a bolada do negócio e não quem faz a alegria dos fãs.

A bola tem que parar mesmo.

Não pode subir com a crueldade que como definiu Will Smith nunca deixou de existir. Apenas não era filmada. Não era asfixiada com um joelho no pescoço. Com tiros pelas costas. Com coisas que não dependem só da cor. Mas que parece que só quem é "de cor" sofre. Sobra. Soçobra.

Árbitros da NBA nesta quinta-feira também marcharam com os atletas. Estão jogando juntos.

Outras ligas de outros esportes estão cogitando cruzar braços e pernas.

Não tem jogo com racismo.

Tem que haver debate. Jogo brusco e bruto para tentar abrir a cabeça de quem não tem.

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