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Ataques e contragolpes

Eu prefiro sempre o ataque em muitos campos - embora para se defender nem sempre é preciso partir ao ataque. Contragolpe é uma arma legítima e eficiente. Mas não em todos os campos. Ainda menos em alguns livros que não gostam de quem é livre.

Por Mauro Beting

Contragolpe

Contragolpe

Eu gosto do termo "contragolpe" no futebol. Acho tão eficiente para usar como imagem quanto dentro de campo como estratégia para vencer um jogo. Uso às vezes em texto a palavra contragolpe por eu ter um problema para usar "contra-ataque" (tenho sérios problemas com hífen...). Mas são realmente sinônimos usuais no futebol.

Não na vida.

Um contragolpe, em outros campos, muitos deles fora da regra do jogo, não é necessariamente um contra-ataque. Até por não ter algumas vezes um "golpe" para gerar um "contragolpe". A não ser na mente de quem mente. De quem fala que é "contragolpe" o que de fato é apenas "golpe". Ou um "contragolpe" para evitar um suposto golpe que, algumas vezes, era apenas fake news. Ou pretexto frágil para atitudes mais fortes (não necesariamente firmes, e menos ainda necessárias).

Essa revolução tática, de fato, só é "revolução" no diário oficial. Não revoluciona. Apenas golpeia. Não contragolpeia. Apenas regride.

Existem várias maneiras de mandar em um campo e na coisa toda. Muitas delas são respeitáveis - desde que SEMPRE respeitem as regras do jogo, para não dizer da humanidade que precisa ser sempre respeitada. Como todo campeão é sempre respeitável, não necessariamente admirável, quem manda nem sempre merece o mandato. Ou o poder que dele vem. Mas desde que dentro das regras do jogo, favor respeitar - desde que haja respeito de quem defende e de quem ataca.

O contragolpe pode ser letal. Objetivo. Perigoso. Eficiente. Pragmático. Pode até ser necessário, bonito de ver. Depende de quem vê. Ou de quem sofre. Ou de quem ataca.

Mas, de fato, contragolpe mesmo é mais uma forma de atacar. De ir pra cima. De arrasar a terra alheia - ou até a própria mais garrida. Contragolpe, contra-ataque, de fato é um ataque como qualquer outro. Só que com menos gente chegando. De  "surpresa" algumas vezes. Inesperado. 

Certamente tão perigoso quanto.

Ou ainda mais quando tão cínico.

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