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Bi Lewandowski

Um grande atacante. Histórico. Mas foi mesmo o melhor para ganhar o prêmio da Fifa?

Por Mauro Beting

Ele

Ele

De 8 de outubro de 2020 a 7 de agosto de 2021 é justo escolher Lewandowski como quem melhor jogou futebol no planeta, bisando a proeza indiscutível da temporada anterior. Não é uma eleição bisonha. 

Embora, para mim, no período, Messi foi mais uma vez o melhor. 

(Para não dizer que, neste planeta onde o ET Pelé aterrissou de 1956 a 1977, o terráqueo que melhor jogou desde 26 de outubro de 1863 foi Lionel. Quem merecia mais uma vez levar para casa o Prêmio Lionel Messi de melhor Lionel Messi de 2020-21. Não é só Naming Right de The Best. É o dever de dizermos o nome de quem merece). 

Não foi Messi agora - como já havia sido de 2009 a 2012, 2015, e 2019. E não deveria também ter sido Salah entre os três - um dos melhores desde agosto de 2021, não até lá. Mas não exatamente para estar erradamente entre os três melhores da temporada passada. 

Só que eleição é assim. Sabemos muito bem. E muito mal, também. 

Respeite-se. Ponto. 

Mas abro parágrafo. Para defender meu voto, não atacar o vencedor. É possível. Messi chegou ao nível Meryl Streep no Oscar. Ela concorre como melhor atriz até quando o único filme que participou foi um Tik Tok de Anitta. Mérito dela. Não demérito da concorrência. 

Não foi o melhor Messi. Mas ainda foi o melhor do pior Barcelona dele. Outro ponto de ouro. Não houve um craque de ponta como ele em 2012. Ou CR7 em todas as vezes que superou o insuperável argentino. 

Lewa levou com méritos. Era um voto possível. Não apenas fez muitos gols de velho. Criou muitas chances. Serviu outros tantos. Artilheiro histórico de um torneio na Alemanha (41 gols). Jogou em um timaço muito forte e voltado a ele. Nunca será um absurdo a eleição de um grande goleador como ele. E não só um fazedor de gols implacável como o Bayern na Bundesliga - e eliminado pelo PSG na Champions também pela ausência dele. 

Na dúvida, eu fecho com meu super trunfo. O trufa branca do Messi. Apelão. Ele não fez mais gols que o polonês. Mas deu mais assistências. Criou mais chances. Gols decisivos. Dribles. E todas aquelas valências que não se medem. Mas mexem com a gente e com a bola. 

Feliz a bola que ainda pode ter Messi e se oferece a um Lewa

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