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Chapecoense 2 x 2 Flamengo - Não pode

Bicampeão brasileiro em busca do tri nacional e do tri da Libertadores não pode, mesmo desfalcado e com arbitragem ruim, apenas empatar com o time de pior campanha da história dos pontos corridos - desde 2003

Por Mauro Beting

Mais um jogo decepcionante e de arbitragem polêmica do Flamengo

Mais um jogo decepcionante e de arbitragem polêmica do Flamengo

Renato não tinha Arrascaeta, Diego Alves, Filipe Luís, David Luiz, Andreas Pereira e Isla. Seis titulares. E dos ótimos do melhor elenco no país e no continente.

E ainda não tinha o bicampeão brasileiro alguns reservas com bola para serem titulares como Pedro, Diego Ribas, Thiago Maia, Kenedy. 

Dez desfalques sensíveis para uma equipe que tem jogado muitas vezes - e pouco futebol nos compromissos recentes. 

Desfalques ainda mais pesados pela falta de ritmo atual de Bruno Henrique, pelo brilho esparso de Gabi, pelos seguidos erros defensivos (não apenas estruturais) de um time quase que tão exposto quanto o pior do Brasileirão desde 2003. A Chape que bravamente quase conseguiu a segunda vitoria dela no BR-21 contra o mais uma vez decepcionante Flamengo.

Rubro-negro que tem como reclamar e discutir um pênalti que tinha como ter sido marcado do bom goleiro Keiller em Gabi, logo de cara. Flamengo que deve chiar muito do impedimento absurdo de seu goleador - marcado quando ele ainda estava no próprio campo! E indevidamente anulado pela assistente que impediu o prosseguimento do lance que provavelmente daria em gol a ser confirmado pelo VAR.

Provavelmente.

Por que quem entende o VAR e quem apita?

E quem pode entender como aquele Flamengo que todos goleava e encantava no começo de Portaluppi tenha virado esse time insosso e estranho?

Não tem como defender alguns desempenhos.

Muito menos é possível defender mais um treinador brasileiro que usualmente nas entrevistas diz que "não é de reclamar da arbitragem". Mas que fica os primeiros 5 minutos da entrevista coletiva... Reclamando da arbitragem!

Como fez Renato com mais um resultado decepcionante.

Mesmo com Kaio Nunes, autor dos dois gols da Chapecoense, expulso no começo do segundo tempo. Mesmo com o Flamengo finalizando 10 vezes em gol, 23 contra a meta catarinense, e criando mais de 12 chances de ganhar um jogo que era obrigatório vencer para sonhar com o tri brasileiro.

Mas pouco fazendo o Rubro-negro para merecer vencer um time que marcava adiantado lá no meio de campo para dar bizarramente o belo gol de empate de Michael (quando estava o mandante vencendo de virada), e na sequência conceder o lance que acabaria muito mal anulado pela arbitragem, prejudicando tanto o Flamengo no BR-21 quanto os desfalques de Renato, a queda técnica bruta de quase todos (exceção o melhor do time há semanas - Michael). o desgaste pelo excesso de jogos, e pela falta de ideias ofensivas e de organização defensiva.

Tudo que deverá dar o merecido título brasileiro ao Atlético Mineiro.

Tudo que ainda pouco indica o que será a final cada vez mais equilibrada de Libertadores contra o Palmeiras, daqui uns três anos, em Montevidéu.

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