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Club Brugge 1 x 1 PSG - MNMmmmm…

Trio ainda não é aquele. Os outros oito do Paris, também não. 

Por Mauro Beting

Messi, Neymar e Mbappé durante a partida contra o Brugge(AFP via Getty Images)

Messi, Neymar e Mbappé durante a partida contra o Brugge | AFP via Getty Images

Messi aberto pela direita vindo um pouquinho mais de trás; Neymar mais aberto a partir da esquerda, entrando por dentro, chegando próximo ao mais centralizado Mbappé. O trio de frente com total liberdade de movimentação, em busca do melhor espaço, e da bola que, assim como os rivais do Club Brugge, queriam tirar selfies e posar com o trio MMN. 

Era um jogo na Bélgica, contra o bicampeão belga, muito bem treinado por Philippe Clement, e com alguns jogadores de muito potencial, como jovem atacante de 20 anos De Ketelaere, que era campeão de tênise tem muito potencial.

Como nem precisa dizer que o PSG tem todo o material da galáxia pra jogar mais do que jogou na estreia na Champions, quando só empatou com o bicampeão belga. E até tinha como ter perdido, não fosse mais uma ótima atuação de Navas. Goleiraço que não tem tanta mídia, mas que merece todo o respeito que nem sempre recebe. Com  os presidentes dos clubes contratando goleiros -  que são melhores do que ele, como era Courtois, quando foi para o Real Madrid, como é Donnarumma, contratado agora junto ao Milan.

Para não perder o vestiário, extremamente complexo, o não menos perdido Pochettino mantém Navas. E não deixa de ter razão ao escolher goleiro que já está bem na meta parisiense. 

A questão tática, como se esperava, é como reforçar a cabeça da área e sobretudo a lateral-direita, onde Hakimi joga e apoia muito, mas deixa espaço às costas. Algo que a estreia de Sérgio Ramos, numa possível linha de três com Marquinhos e Kimpembe, deve ajustar melhor defensivamente o Paris. Também como uma presença mais robusta na frente da área como a de Danilo pode evita gols como o de empate do Brugge,  quando Paredes largou o capitão belga sozinho para empatar o jogo. 

Quanto ao trio que de fato importa, sem o apoio do suspenso Di Maria, Messi foi bem pra começo de conversa. Uma bola no travessão no primeiro tempo, uma bela jogada que Mignolet defendeu na segunda etapa.  Ainda é pouco, mas já foi mais do que Neymar que de novo não mostrou todo o muito que sabe. Mbappé armou a jogada do belo gol de Herrera quando pela primeira vez saiu do comando de ataque para o lado esquerdo, numa troca que deverá fazer mais vezes, para o bem dele, do Paris, e de quem gosta de futebol. 

Gente que ama a possibilidade de ver todas esses caras juntos, mas não necessariamente com Pochettino no banco comendo panetone em Paris. 

Não é uma corneta. Apenas uma constatação.

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