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Coxa e Furacão desapontam abraçados

O 0 a 0 no Couto Pereira marcou um dos piores jogos da história do clássico, que chamou a atenção pela falta de senso de urgência de quem estava em campo

Por Vitor Sérgio Rodrigues

Coxa e Furacão desapontam abraçados

Coxa e Furacão desapontam abraçados

O Athle-Tiba deste sábado no Couto Pereira era um jogo vital para Coritiba e Athletico em suas brigas dentro do Campeonato Brasileiro 2020. Ambos precisavam desesperadamente da vitória para continuarem perseguindo o que pretendem no torneio: escapar do rebaixamento para o lanterna Coxa e brigar para retornar à Libertadores para o Furacão. O deprimente 0 a 0 deixou os dois estagnados e abraçados.

O Coritiba ainda buscou muito a vitória, mas esbarrou nas suas limitações claras, ainda mais com tantos desfalques. Algo natural para uma equipe que teve sete treinadores diferentes, entre efetivos e interinos, dentro deste Brasileirão. O Athletico não conseguiu fazer um jogo aceitável em praticamente momento algum da partida. Foi um time lento, que sofreu com a dificuldade crônica de sair jogando e criou pouquíssimas chances. O pior mesmo foi a sensação de dispersão mostrada pela equipe rubro-negra ao longo da partida.

Tudo isso foi muito representado pelos acréscimos de 4 minutos dados pelo árbitro. Sabendo da importância da vitória para os dois clubes, os jogadores se portaram como se o resultado fosse ótimo para ambos. Em momento algum se viu o espírito de “última chance”, de quem dá algo a mais, de quem corre para pegar a bola e fazer o jogo voltar rapidamente, de quem queria se redimir dos 90 minutos anteriores. E assim, de forma melancólica, terminou um dos piores jogos da história do Athle-Tiba.

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