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Das expectativas - Flamengo 0 x 1 Botafogo

Um clássico para muitas lições que não iremos aprender.

Por Mauro Beting

Erisson!

Erisson!

Não fosse Gatito Fernández, o Flamengo teria goleado o Botafogo no Mané Garrincha. Mas o velho diabo das pernas tortas de Magé fez com que o Fogão escrevesse certo por linhas tortas do VAR. Quando um frame pra lá e outro pra cá pode mesmo desabilitar uma posição que pareceu legal no gol de Gabi. Questão que não é só tecnológica. É quase hermenêutica. É preciso reescrever a
Regra 11 do impedimento. Redefinir “mesma linha” para evitar discussões desnecessárias. Ou suspeições justas. 

Como a que toma a Gávea retomada pelos discípulos de Jesus. JJ fez lindo em 2019. O melhor futebol que vi neste século. Mas ele faz tão feio fora de campo que perde até a razão e emoção que teria no seu retorno. Enquanto os placares rubro-negros são piores do que o desempenho e algumas medidas e mexidas de Paulo Sousa. 

O Botafogo que não vencia um grande fora de casa desde o BR-16 achou sua vitória com esse achado de centroavante que é Erison. Autor de mais um belo gol de artilheiro em mais uma falha de Arão numa zaga tão desfalcada e esburacada quanto os departamentos científicos que foram perdendo gente e confiança no clube desde 2019. 

PS ainda não acertou a mão. Mas com tanta gente errando o pé (ou metendo os pés pelas mãos no Flamengo), o trabalho do atual português ainda merece mais um bocadinhos de paciência. 

Tanto quanto cobrar Luiz Castro além das contas que voltaram a fechar no Flamengo é injusto e improdutivo.

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