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DayMaria x DayBruyne - PSG 1 x 2 Manchester City

Mais do que Neymar e Mbappé, o zagueiro-artilheiro Marquinhos e o todocampista argentino eram fundamentais na atuação que era ótima do Paris até o craque belga "sem querer" empatar um jogo que virou virada espetacular na falta batida por Mahrez. Guardiola ganha até quando não joga como tal.

Por Mauro Beting

Marquinhos celebra seu gol em Paris

Marquinhos celebra seu gol em Paris

O primeiro jogaço entre os maiores favoritos (na teoria...) ao título da Champions já deu a letra e o número com menos de dois minutos. O time de Guardiola com a bola E se movimentando (nem sempre com criatividade), e o PSG respondendo no contragolpe objetivo como (e com) Mbappé.

Com 13 minutos era o Paris mais incisivo e perigoso, com os talentos de Neymar e Mbappé desequilibrando o time mais equlibrado e com o trabalho mais longevo e mais ajustado taticamente do Manchester City. 

Ederson fez enorme defesa em belíssimo lance de Neymar, aos 12. Aos 14, a arma que nem sempre Pep consegue fazer ou neutralizar deu o ar da graça: o imenso Di Maria bateu escanteio da direita e o cada vez maior Marquinhos se desvencilhou de Rodri e fez belo gol de cabeça. O zagueiro brasileiro segue segurando as pontas do PSG atrás e fazendo as dele e dos outros na frente. Foi assim em Munique nos 3 a 2, começou assim no Parque dos Príncipes.

Di Maria quase faria um olímpico, aos 26, depois de o City botar a bola mais no chão e chegar com perigo com Gundogan - quase aproveitando uma bola longa de Cancelo. Mas ainda era pouco. Também por todas as bolas levantadas na área inglesa serem francesas, como no escanteio que Paredes quase ampliou, aos 26.

O City não parecia bem no jogo aéreo. E mesmo no rasteiro estava mais raso e supeficial do que profundo e com a profundidade necessária, desta vez prejudicada pela ausência de um centroavante. O falso 9 é um dos toques de classe de Pep. Mas não rolou em Paris, com Bernardo Silva discreto, e De Bruyne longe do usual.

A segunda chance inglesa só apareceu numa saída errada com os pés de Navas mal aproveitada, aos 31. Bem respondida em lance que Bakker bateu e a zaga azul salvou. O PSG seguiu mais perigoso, com o facilitador Di Maria sendo o Robert de Niro do "Poderoso Chefão": coadjuvante do nível das maiores estrelas. Sem a bola, às vezes fazendo até a lateral esquerda, dando um pé a Bakker. E, com ela, driblando como se fosse um menino, armando como se fosse o grande jogador que facilta tudo.

Aos 40, mais um contragolpe do Paris mais perigoso que qualquer ataque do City só não deu em gol por Florenzi derrubar Neymar. Sim. O próprio lateral derrubou Ney.

Na resposta inglesa, Foden bateu para Navas defender bem, em raro contragolpe do time de Pep, com a zaga de Pochettino desajustada pela primeira vez.

Era lá e cá. Mas foi mais para Paris, justo vencedor do primeiro tempo com sete chances tricolores contra três do Manchester City.

SEGUNDO TEMPO

O Manchester City foi ainda mais para cima. DayMaria fez das dele sendo também o lateral pela direita, numa linha de cinco que pouco permitiu ao time de Pep que começou a se livrar mais da bola do que finalizar e cruzar.

No contragolpe, Mbappé fez o balé de Paris aos 10 e quase deu o segundo gol a Verrati. Mais 2 minutos, Di Maria desarmou como lateral e lançou como Di Maria para Ederson se antecipar a Mbappé.

Aos 14, De Bruyne deu voleio acrobático. Mas por cima do gol.

No minuto seguinte, Zinchenko entrou no lugar de Cancelo para tentar abrir o ataque pela esquerda e criar algo para superar Florenzi + Di Maria. Mas faltava mesmo mais contundência, eficiência, profundidade. Um fazedor de gols em um time que cria e faz muitos gols.

Mas não estava fazendo.

Até que De Bruyne cruzou a bola para a área buscando alguém que não tinha em todo o jogo. E não teve mesmo. Nem Navas. A bola passou por todo mundo, o goleiro esperou um toque que não veio, e ele também não foi.

1 a 1 aos 18.

O gol deixou o City mais animado, e claramente o Paris mais preocupado com a qualidade do rival e a própria zica do clube em Champions - algo que o rival também tem.

Aos 25, outra bola parada foi letal para o Paris. Mahrez bateu no canto da barreira, numa falta frontal. Paredes e Kimpembe pularam e a bola passou por eles. Não deu para Navas.

 O melhor de Guardiola se viu: fez 2 a 1 fora de casa, e seguiu buscando mais gols. 

Aos 31, o eficiente Gueye fez falta em Gundogan para vermelho direto. E foi mesmo. Di maria foi sacado por Pochettino para recompor o meio com Danilo. O City seguiu pisando no acelerador que foi recondicionado depois do empate.

Neymar e Mbappé já não faziam muita coisa. Mais compuseram a marcação do que outra coisa. 

E agora terão que jogar tudo e mais um pouco na volta em Manchester. Contra um time de um grande treinador que também teve a felicidade que não vinha tendo em outras Champions. Teve sere oportunidades contra oito francesas. E ganhou confronto histórico, em partida de poucas mexidas dos treinadores.

Mas ainda aberto.

  

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