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De Thomazella para Gustavinho, a luta da Lusa

A gente nasce amando os nossos pais. O nosso time. Os nossos filhos que ainda não nasceram. Mas que são todos amores incondicionais. 

Por Mauro Beting

Gustavinho e os leões

Gustavinho e os leões

A gente nasce amando os nossos pais. O nosso time. Os nossos filhos que ainda não nasceram. Mas que são todos amores incondicionais. 

Gustavinho é filho do Thomazella, campeão da A2 pela Portuguesa neste domingo no Canindé cheio. 

Campeoníssimos. Vencedores. O menino luta contra câncer descoberto em fase inicial. Mas muito agressivo. Em fevereiro, o pai sonhou que entraria em campo com Gustavo para receberem a medalha pelo acesso ao lugar da Lusa. Vencedores como também é a mãe guerreira que largou tudo para defender o filho. Como muito bem o pai defendeu a meta da Portuguesa no título mais do que merecido. Na festa tão aguardada. Na fé que move morrinhos e montanhas de detritos que travaram a Portuguesa. Na volta que tem retorno de amor da arquibancada para o filho do goleiro. 

Filho dos Leões. Como se fosse o pai mostrando ao mundo que é o Canindé o seu maior troféu. Como Mufasa erguendo Simba ao seu povo. 

Como se fosse cada pai lusitano mostrando o seu filho também Portuguesa. Tantos que superam desafios para ganhar títulos. Tantos que não são muitos mas que parecem ser todos da Lusa que superam desafios enormes para fazer seus filhos tão lusitanos quanto eles. 

A luta incomparável de Thomazella pela vida do filho é a incondicional dos pais que educam os filhos. Eles sabem que amor não se exige. Ele se doa todo dia. Ele se dá pra sempre. 

Fazer o filho ter os mesmos gostos muitas vezes é desgate inútil. Fazê-lo torcedor da paixão de pai pra prole é o sonho de todo torcedor que vira pai. Catequizar o filhote pra carregar pela vida a cruz de Avis rubro-verde (e não virar casaca) é jornada digna de quem luta pra ser Lusa.

O que Thomazella fez com e por Gustavinho já garantiu mais um jovem e eterno coração lusitano. E, certamente (como eu já estava movido e comovido desde o livro do centenário que escrevi em 2020), mais uma legião fabulosa de leões pela família de Thomazella se formou como religião.  

Apaixonados por grandes vitórias dos filhos. De grandes histórias de quem faz parte de uma grande família.

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