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É muito pouco ainda - Atlético Mineiro 2 x 0 Flamengo

Devemos cobrar mais de supercampeões em campo. 

Por Mauro Beting

Nacho!

Nacho!

Apenas cinco chances de gol em 90 minutos entre dois grandes candidatos ao título. Mais um jogo decepcionante de ambos. Ou mais uma constatação. Não é só problema de técnico (estrangeiro ou não). É de técnica. E de um calendário que não ajuda.

O Galo começou com o gogó atleticano empurrando o time do Turco para pressionar e impressionar o mais figadal rival interestadual. Vargas de volta deu peso ao ataque, e Keno alargando o campo pela eswurda . O que faltou ao Flamengo sem Bruno Henrique por péssimo tempo e ainda sem o ótimo reforço que será Everton Cebolinha. Vitinho mais uma vez se esforçou. Mas pra começo de conversa e de clássico foi pouco. Ainda mais com Gabi tão isolado e muitas vezes distante da meta alheia.

Com 10 minutos, o Flamengo teve uma bolha de dois ótimos chutes de Andreas Pereira para duas boas defesas de Everson, em lances de bola parada. O jogo engrenou. Mas os sistemas defensivos foram mais eficientes. Isso também acontece. Méritos dos contestados treinadores. Às vezes mais com emoções do que reais razões.

O Galo cresceu na metade final do primeiro tempo. Quase todos os lances eram bloqueados pelos rivais em lances bem bolados e executados. Até Nacho mais uma vez aparecer muito bem dentro da área rival, livre por mais uma desatenção dos volantes cariocas, e fazer 1 a 0, depois de grande defesa de Diego Alves na cabeçada de Keno, aproveitando cruzamento de Arana depois de paciente e bem feita troca de passes mineiros. Três minuros depois do ótimo Jair (lesionado) ser substituído por Otávio.

O primeiro tempo foi bem jogado. Mas com poucas oportunidades. A rigor, o de Nacho foi o único lance perigoso do supercampeão brasileiro de 2021.

Dorival teve que mudar no intervalo. Arão x Andreas, Marinho x Vitinho. Ganhou no jogo aéreo. Abriu Marinho pela direita. Everton Ribeiro foi rodar o campo. O Flamengo melhorou. O Atlético aquiesceu recuando muito e não explorando tanto o contragolpe. Turco demorou a mexer. Aos 19, Rubens x Keno, Ademir x Vargas. Boas mexidas na teoria, reforçando fisicamente um time que cai muito de produção na segunda etapa.

Mas pouco acontecia. A melhor chance rubro-negra aconteceu apenas aos 32, quando João Gomes escapou e mandou à direita de Everson. Era então a quarta finalização do Flamengo em pouco mais de meia hora. Nenhuma na meta. O Galo só teve uma no segundo tempo. Diego Alves não precisou trabalhar.

Aos 35, Pedro x Gabi, Lázaro x ER. Mudaram os nomes, mas as funções foram mantidas, com características distintas. Porém com o resultado igual: nenhum perigo para a meta atleticana. E o Galo mais aliviado do que satisfeito pelo desempenho até o final de outro jogo que poderia ter sido bem melhor.

Como tinham que ser as campanhas do Atlético e do Flamengo.

(PS: o jogo estava tão amarrado que eu já tinha escrito tudo durante a minha transmissão pela Jovem Pan. Mas então, aos 39, Hulk deu o passe de cabeça para Ademir ampliar. Duas chances reais atleticanas, dois gols. Bastou).

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