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Endrick tem Copinha, mas ainda não pode jogar Mundial

Palmeiras foi brilhante na Copa São Paulo de 2022, como Endrick já tem um presente mais do que brilhante.

Por Mauro Beting

Endrick

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Considerando que Endrick é a maior revelação da base do Palestra Italia desde 1914 (Heitor veio do Americano; Junqueira chegou ao clube com 19 anos para o segundo quadro, Oberdan, com 20, Waldemar Fiúme com 18; Mazzola veio do Piracicabano; Vagner Love jogou em outros clubes antes do Sub-20 alviverde; Gabriel Jesus e Veron e Giovani não jogaram e não marcaram tudo isso no excelente trabalho feito na base palmeirense desde 2015)...

Considerando que, não necessariamente, o maior craque da base vira um Ademir da Guia, ou um César Maluco, ou um Evair...

Considerando que o Palmeiras precisa desde 2020 um camisa 9 que desde 2021 não foi mais Luiz Adriano (mas que num lance foi Deyverson, em 27 de novembro de 2021) ...

Considerando que dificilmente um craque muito acima da média histórica do clube (e de qualquer rival|) como Endrick possa não virar tudo que ele já tem feito desde que chegou ao Palmeiras...

Considerando que o risco de a pressão ser descomunal é real tanto quanto o talento absurdo dele...

Considerando que ele desde sempre está acostumado a encarar desafios em campo e fora dele muito acima da idade real dele...

Considerando a pressão histórica e histérica sobre o clube na disputa de mais um título Mundial...

Considerando que são apenas 23 inscritos para o torneio nos Emirados Árabes...

Entendo, com o coração e os olhos sangrando, que, SE POSSÍVEL

FOSSE, mesmo assim eu NÃO LEVARIA ENDRICK para o Mundial.

Lamentando que Endrick não tenha nascido alguns meses antes. 

Mas eu não levaria a família dele para a Disney, em Orlando. Eu os levaria para o Parque da Ferrari, em Abu Dhabi...

(Este texto se autodestruirá depois de você o ler).

Ah, e parabéns a João Paulo Sampaio que coordena a base do Palmeiras, seguindo o planejado por Alexandre Mattos e Cícero Souza desde 2015. Parabéns a Paulo Nobre, Maurício Galiotte e Leila Pereira pelo investimento que mudou a história e o jeito de o Palmeiras tratar a base. O resultado já se viu em duas Libertadores em 2021, e a grande conquista da Copa São Paulo, em 2022, com uma das maiores goleadas desde 1969 em finais do torneio. Fosse no Allianz Parque ou nos Emirados Árabes a decisão desnecessária da FPF.

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