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Equador 1 x 1 Brasil - VAR e racha

Empate justo com arbitragem pavorosa em campo, e correta fora dele.

Por Mauro Beting

Eles são nossos - e dos fatos

Eles são nossos - e dos fatos

Não sei qual rodada das Eliminatórias para o Qatar estamos jogando. Até por ninguém na Conmebol, na Fifa e na Liga da Justiça saber quando, onde, como, e se vai ter o jogo entre Brasil x Argentina, na Neo Química Arena.

Mas ele não deve ser “necessário”. Brasil já está na Copa – com a melhor campanha da história. Argentina lá estará. E Equador, de grande desempenho, terceiro colocado antes de a bola rolar, também deverá disputar o Mundial.

Tão fácil fez o Brasil essas que são as piores Eliminatórias que já vi (desde que têm esse regulamento, a partir da Copa de 1998), que não estamos dando a menor pelota ao jogo canarinho. Quinta, 18h, já mostra o que muita gente também não deu bola. Poucos sabiam que teria jogo. E, tendo jogo, pouco se importaram.

E ainda assim cornetaram e seguirão detonando Tite além do bom senso.

Há 20 anos, na campanha rumo ao penta, foram 104 convocados por quatro treinadores diferentes para apenas 18 jogos. Uma bagunça que fez com que só confirmássemos o passaporte na última rodada. E acabamos 100% na Ásia. Pentas.

Agora, somos apenas pentas de pentelhos. Não jogamos tão bem, e nem precisamos. Mas ainda parece que estamos rebaixados para um mata-mata contra Suriname, San Marino e Vanuatu.

O jogo no Equador seria difícil. Na primeira chegada deles, com um minuto, a zaga brasileira bobeou na bola parada e quase levamos um gol de cabeça. A Seleção respondeu aos 5, depois de um lance confuso que Casemiro conferiu. Aos 14, Matheus Cunha levou um golpe de lutas marciais do goleiro Domínguez. Atingido no pescoço fora da área, o arqueiro foi devidamente expulso (apenas) pelo VAR. Parte 1.

Tite manteve a ideia do Brasil visitante: um 4-4-2 bem ajustado sem a bola. Até demais. Vinicius Jr muito atrás, pela esquerda, deixando Raphinha e Matheus na frente. Coutinho aberto mais atrás, a partir da direita, como o meia que flutua e que brilhou com Tite em 2016-17, ou até a primeira fase da Copa.

Com a bola, ele centralizava atrás dos dois pontas e de Cunha, com Casemiro e Fred na volância.

O problema é que Emerson Royal foi muito juvenil e levou o segundo amarelo, aos 20. Aos 25, Alisson foi dar um bico para aliviar a bola e deixou o pé muito alto. Lance para amarelo, sem dúvida. Mas não para o vermelho direto.

Foram 6 minutos para a arbitragem rever o erro pelo VAR. Mas se fez justiça. Parte 2.

Dez equatorianos contra dez brasileiros, o jogo foi outro. E não teve mais para Coutinho. Quem mais precisava mostrar jogo a Tite e ao Brasil teve de ser sacado para a entrada de Daniel Alves, aos 32, recompondo a zaga. Sem a bola, um 4-4-1, com Raphinha voltando pela direita, Cunha na frente.

Com as expulsões e as voltas e revoltas delas, o jogo acabou muito picotado na primeira etapa. Chegada perigosa só na bola parada, e eles quase empatam em lance parecido com o inicial, aos 42. Mas ficou só no 1 a 0, num tempo com três boas chances para cada lado.

Na segunda etapa, um pênalti que não aconteceu foi desmarcado pelo VAR. Parte 3. E pouco mais faria o time equatoriano. Mérito também do time de Tite, que aos 18 trocou os pontas Raphinha e Vini por Antony e Gabriel Jesus. Se o Brasil pouco criou, também não deixou o Equador se criar. A não ser na bola parada. Não por acaso como saiu o empate, aos 29, quando Fred não conseguiu evitar a cabeçada que Alisson também não conseguiu defender.

Aos 46, o indefensável árbitro Roldan viu uma trombada de jogo pós defesa de Alisson como agressão. Mais um vermelho despropositado por um lance que nem falta foi do brasileiro. VAR em campo. Parte 4. E apenas 6 minutos depois o árbitro colombiano retificou outra bobagem.

No campo, Roldán teria deixado de expulsar merecidamente o goleiro equatoriano, teria expulso duas (!?) vezes o brasileiro, e ainda teria marcado dois pênaltis inexistentes para o Equador. Mesmo relutando, voltou corretamente atrás. E agora virou “Rolbán” para os equatorianos.

Tudo questão de ponto de vista. Ou de falta de visão. Ou pretensão e propensão a enxergar e pesar demais contra quem não se quer ver nem pintado de amarelo.

Algo que Tite tem sofrido demais. Ele não merece nem a perseguição sem fim dos inimiguinhos e nem a suposta defesa empedernida dos amiguinhos.

Eu? Insisto: é o melhor treinador brasileiro para o Qatar. E que comete erros como todos nós. Ou as coisas dão errado.

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