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Eu não vou falar do VAR, mas vou

Estou parecendo treinador (chato, repetitivo, e ameaçado no emprego), mas fica mesmo difícil falar de outra coisa (até para não falar mal do nível baixo do futebol jogado).

Por Mauro Beting

Internacional 2 x 2 Bahia - INSTAGRAM DO INTERNACIONAL

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Vai ser a última vez que eu vou falar do VAR.

Claro que não.

É como promessa para fazer mais exercícios no primeiro dia do ano, é como promessa para emagrecer na segunda-feira, é como promessa de não ver mais o nosso time depois da má atuação do domingo.

Até por não ser só o VAR (a tecnologia, o uso dela). É quem aperta o botão. É quem interpreta a imagem no monitor. É o árbitro que vê algo que não se viu no campo, é chamado para rever a decisão, e insiste em não ver o que parece muito óbvio.

Problema de visão, interpretação ou de má vontade e do ego e vaidade de ser contrariado pelo VAR ou pelos fatos?

Escolha a opção que desejar.

Mas é o que o árbitro Bráulio da Silva Machado fez ao ver falta de Gregore em Cuesta no pênalti do segundo gol do artilheiro iluminado Galhardo. Empurrão que não vi na transmissão da TNT no primeiro momento. E vi menos ainda com os replays que fizeram o VAR chamar e dar na mesma. Bráulio manteve o que ele viu - e poucos viram. 

Se fosse para marcar o pênalti, poderia ter marcado também a "falta" (que eu também não marcaria) de Patrick em Nino Paraíba no gol de empate colorado. 

O problema não são os distintos critérios de pessoas distintas. A questão sempre será o número de interpretrações diferentes para lances similares - mas não necessariamente "iguais".

Como mão na bola e bola na mão. No mesmo bom 2 a 2 no Beira-Rio, o Inter também reclama de uma bola na mão que para muitos foi mão na bola de Juninho. Eu não marcaria o pênalti reclamado. Mas tem como marcar. Como muitos lances podem e devem ser discutidos. É do jogo. É da regra do jogo. É da convivência humana.

Pena que tiramos o nosso da reta e ligamos a régua de energia para jogar todas as nossas pilhas e todos os nossos pulhas na tecnologia. E não apenas entender que ainda é homem que decide.

Bem ou mal.

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