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Impedimento 'automático' não chega ao Brasil antes de 4 anos

Segundo um integrante da Comissão de Arbitragem ouvida pelo Blog do VSR, o custo do sistema é proibitivo para a realidade brasileira, além da falta de estrutura física em metade dos estádios das Séries A e B
A polêmica das linhas para marcar o impedimento não estará presente da Copa do Mundo

A polêmica das linhas para marcar o impedimento não estará presente da Copa do Mundo

Um dos maiores motivos de polêmicas na aplicação do VAR, as linhas azul e vermelha que determinam ou não a marcação de impedimento, não será problema na Copa do Mundo do Qatar! A Fifa anunciou nesta sexta-feira que o "impedimento semi-automático" foi aprovado e será utilizado na Copa de 2022, evitando as marcações manuais das linhas azul e vermelha no Mundial. A notícia, porém, não serve para animar o torcedor do futebol brasileiro: esse sistema não chegará ao Brasil em menos de quatro anos.

O Blog do VSR conversou um integrante da Comissão de Arbitragem da CBF, o sistema que a Fifa vai utilizar na Copa do Mundo, em que cerca de 20 câmeras espalhadas nos estádios, várias delas posicionadas no teto ou na cobertura das instalações, é um valor caríssimo, proibitivo para a realidade do futebol brasileiro. Além disso, cerca de metade dos estádios usados nas Séries A e B do Brasileirão sequer têm a estrutura física necessária para a implantação do sistema de impedimento semi-automático. Segundo essa fonte, "é irreal pensar nesse sistema por aqui antes de quatro anos, a menos que o preço barateie de uma forma gigante".

Segundo a Fifa, os testes feitos na Copa Árabe, no ano passado, e no Mundial de Clubes, em fevereiro, foram aprovados com louvor. Nesse sistema, câmeras posicionadas em todo o estádio e um chip que está dentro das bolas, tornam a determinação ou não do impedimento em algo praticamente imune a erro. Além disso, pelos testes, o tempo para a definição do lance caiu de cerca de 70 segundos com um componente da arbitragem traçando as linhas para menos de 20 segundos no modo semi-automático.


As polêmicas "linhas azul e vermelha" sempre geraram muita reclamação desde a adoção completa do VAR no futebol brasileiro, na Série A de 2019. A desconfiança na marcação das linhas, feitas manualmente, além das falta de definição nas imagens que são liberadas para justificar a decisão, geram a sensação de que o sistema mais confunde do que esclarece. Um dos argumentos é justamente que a marcação não é feita pelo computador. Agora, com o sistema semi-automático aprovado pela Fifa, o sistema é que vai determinar o impedimento.

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