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MESSI E O PAREDÃO FALSO

Messi jogou bem, criou, fez golaço, comemorou com raiva, perdeu pênalti e foi eliminado sorrindo. Uma queda diferente. E que mostra que o camisa 10 ainda tem lenha pra queimar. No Barcelona. Ou não.

Por Bruno Formiga

MESSI E O PAREDÃO FALSO

MESSI E O PAREDÃO FALSO

O Barcelona fez um ótimo jogo contra o PSG. Foi eliminado, é verdade. Mas dominou as ações, pressionou, finalizou 21 bolas. E viu o seu capitão tocar na bola inacreditáveis 125 vezes, chamando pra si a responsabilidade de fazer o impossível.

A queda esperada deixa, pelo menos, a sensação de que o Barcelona caiu atirando. Não se entregou. E isso vale para Messi, a imagem e semelhança do clube.

Messi não olhou pra baixo. E não fez cara de triste. 

Deixou o campo abraçado por Di María. Respeitado por todos.

Até sorriso deu.

Sim. Messi sai da Champions precocemente. De novo. Mas diferente.

Ele parece ter alguma esperança. Seja nele, seja no Barcelona.

Sabe que ainda pode muito.

Onde? Só ele pode responder.

Ficou evidente, porém, pelo gol, pela comemoração, pela entrega, pela intensidade, que Messi tem muito a dar em campo. E que, com um Barcelona minimamente organizado, esses últimos atos ainda podem ser no Camp Nou.

O Barcelona tem jovens bem bons subindo. E um novo presidente. 

Pode terminar a temporada ainda campeão de La Liga e da Copa do Rei. 

Nada mal para quem estava dado como terra arrasada.

Os próximos meses serão decisivos para Messi ficar ou ir embora.

Se for, sairá pelo menos mantendo a imagem que merece: de um fora de série capaz de coisas grandes. Não de um capitão derrotado e humilhado após um 8 a 2.

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