Blogs

O EFEITO CRESPO

Novo técnico do São Paulo pode ajudar a trazer para o Brasil uma tendência em alta no futebol mundial: times com três zagueiros

Por Bruno Formiga

O EFEITO CRESPO

O EFEITO CRESPO

Não. Hernan Crespo não é o primeiro e não será o último técnico a usar uma linha de três zagueiros no Brasil. O São Paulo, por sinal, já foi bem vencedor com Muricy Ramalho dessa forma. Mas o momento agora é outro. E pode ajudar a consolidar por aqui uma tendência mundial.

Ao contrário do que muita gente pensa, usar um 3-5-2 ou um 3-6-1, por exemplo, em nada tem a ver com retranca. Tem a ver com superioridade numérica, com saída de bola, com construção ofensiva e, sim, com uma linha de defesa que pode ou não ter até cinco homens sem a bola.

Quem assiste Champions League ou qualquer outro grande campeonato europeu sabe que essa estratégia é bem comum. E que boa parte desses times joga pra frente. Tem posse, protagonismo, ofensividade.

Os três zagueiros são apenas um caminho para jogar bem desde trás.

Ou seja. Crespo apenas usa algo que o futebol de hoje tem a rodo!

A questão de um cara como Crespo trazer de volta a linha de três de volta para o Brasil em um time que naturalmente vai competir por coisas grandes é que isso deve influenciar outros técnicos.

Por aqui, seguimos o que dá certo. Mas o que dá certo precisa estar próximo.

O São Paulo de Crespo tem chance de ser esse "ver com os próprios olhos". 

E se der certo, como o início faz crer para muitos torcedores, vai servir de modelo, de inspiração e até de imitação.

Isso, diga-se, é bom!

Óbvio que é cedo. Aqui é um exercício apenas para projetar o que pode rolar se o São Paulo competir, vencer, ganhar com o novo treinador.

Ter novas velhas ideias por aqui ajuda no desenvolvimento de um futebol que, se não parou no tempo, anda devagar e acompanha lentamente o que acontece lá fora.

Seja bem-vindo, Crespo!

Comentários