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Pelé é o Pelé do futebol

Não tem gênero, sexo, orientação, discussão. Pelé é tudo. Para todos, todas, todes, tod@s, todxs, binários, não-binários, zerários.

Por Mauro Beting

Marilyn & Pelé

Marilyn & Pelé

Há décadas digo que Pelé é o Pelé do futebol. Os Beatles são o Pelé do rock. Frank Sinatra é o Pelé da voz. Tom Jobim, o Pelé da música brasileira.

Michelangelo é o Pelé das artes. Da Vinci é o Pelé de tudo. Pizza é o Pelé da mesa. Hithcock é o do filme de suspense. Spielberg, do cinema de aventura.

Machado de Assis é o Pelé para escrever brasileiro. Camões para escrever português é o Pelé. Fernando Pessoa para rimar Mané com Pelé.

Quando escrevi que Simone Biles é Pelé na ginástica pensei em Nadia Comaneci. Ela é Messi? Cruyff? Garrincha. Alguns disseraam que "errei". Simone é a Marta.

Mas, pra mim, a Marta que é a Pelé do futebol feminino.

Como Madre Teresa é a Pelé do trabalho pela sociedade. Marie Curie é a Pelé da química e da física. Minha avó é a Pelé da comida italiana, minha mãe, da leitura, minha sogra é a Pelé da criação, - minha Sil é a Pelé do amor, e a Manoela dela é a Pelé das enteadas.

Malala é a Pelé da paz. Aung San Suu Kyi é a Pelé da luta democrática. Qiu Jin é a Pelé da independência feminina. Fe del Mundo é a Pelé da pediatria. Miriam Makeba é a Pelé da música como luta. Kasha Nabagesera é a Pelé do ativismo LGBTQIA+. As mães da Plaza de Mayo são as Pelés da coragem. Maria Montessori é a Pelé da educação.

Tantas mais são Pelé.

Únicas.

Ele é assim.

Respeitemos os patrimônios de todos, todas, todes, todxs, tod@s.

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