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Pep Legal - Manchester City 2 x 0 PSG

Guardiola é "o melhor entre os melhores"

Por Mauro Beting

Guardiola foi decisivo em City x PSG(Getty Images)

Guardiola foi decisivo em City x PSG | Getty Images

Guardiola é o Pep dos treinadores. É o Guardiola dos técnicos. É o comandante que chega pela terceira vez a uma final de Champions. Vencendo todos os seis jogos do mata-mata. Ganhando como se vence uma Copa. Jogando não só pra ganhar. Também pra não perder. 

Pep é o melhor entre os melhores e pares por saber jogar a sorte com ímpar. Com par. De vários modos, números e nomes. Ganhou a Copa da Liga Inglesa numa bola parada. Fez os gols da virada em Dortmund em um pênalti e num lance ensaiado de escanteio. Virou em Paris num cruzamento a esmo de De Bruyne e numa falta que Mahrez aproveitou a barreira aberta pelo Paris. 

Ele pode não jogar tão bonito sempre. Mas, como nunca, em cinco anos chega ao sonho para o qual ele foi contratado. 

Em Manchester, o PSG mesmo sem Mbappé começou na frente. Com a bola, chegando com Neymar e Di María tentando buscar o nefelibata Icardi. Até que um belíssimo lançamento do goleiro dos Cityzens achou Zinchenko na ponta. A bola acabaria na direita para o iluminado Mahrez abrir o placar, aos 10. 

(Não é crime fazer uma saída longa - não é chutão. É uma arma milimétrica de tão quilométrica de Éderson). 

O Paris até chegou. O imenso Marquinhos quase marca seu terceiro seguido de cabeça em três jogos. A bola explodiu no travessão. Mas faltava o tridente do meio se apresentar mais. Encurtar distâncias. Herrera até chegou. Mas Verratti não veio. Paredes ficou muito preso. 

Os espaços com e sem a bola apareceram. O City mais cínico se viu. Ficou com a bola - mas menos do que o PSG. Criou pouco na primeira etapa (apenas três chances para cada lado). 

Mas quando acelerou, faria o segundo gol.  Outro belo contragolpe. Outro lance da esquerda para a direita. Foden para Mahrez e a conta fechada de vez com a expulsão de Di María. 

O plano ficou inclinado. Só ataque do City, só o PSG se livrando. E de algo ainda pior se livrou, mesmo com duas derrotas numa semifinal. 

Ambas justas. 

Para um time que enfim parece pronto. A equipe que tem desempenhos coletivos e individuais inferiores aos da temporada passada.

City que parece mais preparado para ser pela primeira vez o que muitos diziam que nunca seria.

Algo que o PSG ainda não chegou. Mas não por culpa de Neymar, de atuação nota 6. Também pela partida nota 10 do aniversariante Fernandinho. Pela ausência de Mbappé. Pela atuação abaixo da excelente média de Di María. E pela ausente presença de Icardi. 

Mas falo mais de Neymar no próximo texto.

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