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Quem tem bola vai ao Maraca: Santos 3 x 0 Boca Juniors

Boca morre pelo Peixe 

Por Mauro Beting

Lucas Verissimo dando o sangue por mais uma final de Libertadores

Lucas Verissimo dando o sangue por mais uma final de Libertadores

Com 27 segundos de clássico na Vila, Marinho chuta na trave do goleiro com o mesmo nome do que levou o milésimo de Pelé. No rebote, o volante Pituca pisa na área como se fosse atacante e a zaga salva, aos 29 segundos. Ele pega mais uma bola que sobra a manda pra fora, aos 31.

Três chances de gol em um só lance. Com 31 segundos contra o Boca.

Cucabol? Também. O que é ótimo. Porque ele é excelente. Sempre foi.

Santos Futebol Clube. E estamos conversados.

Mais 15 minutos e Pituca, de novo, em um lance que poderia até ser pênalti, mas que em vez de reclamar, o Santos foi abrir o placar. Na quarta finalização em 15 minutos do meia que foi volante na Vila. Para não dizer que foi atacante mesmo nesse Santos que desde 1912 é isso. Um inferno em busca de gols.

Em vez de reclamar do possível pênalti, o time que não reclamou de salário cortado, de salário cortado e atrasado, de presidente impedido, de elenco que não tinha como contratar por falta de permissão e de dinheiro também, continuou no ataque. Na frente no repaginado 4-2-3-1.

Se já havia sido melhor no segundo tempo na Bombonera, e poderia ter voltado com vitória espetacular com o pênalti sonegado em Marinho, em cinco minutos da segunda etapa definiu a parada com um golaço do segundo tempo do camisa 10 santista. E teria mais um de Lucas Braga em jogada de Marinho.

Daquele time que eu não imaginava ir tão longe. Que eu imaginava que estaria na segunda página da tabela do BR-20. Que eu não botava fé ir tão longe.

Como vai desde 1912.

Como volta ao Maracanã onde foi bicampeão mundial em 1962-63.

Como pode ganhar mais uma Libertadores como, em 1963, também fez o primeiro jogo contra o Boca no Maracanã.

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