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Sem chumbo no futebol feminino

Não era o melhor Brasil e não foi mesmo o melhor. Mas que o pior do brasileiro não apareça mais uma vez

Por Mauro Beting

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Antes, como disse Formiga, com sete Olimpíadas trabalhando como formiguinha, e jogando como abelha-rainha, elas não sabiam se os jogos do Brasil passariam na televisão. E elas sabiam que as pessoas não sabiam seus nomes. Suas histórias. Mas saberiam cobrar cada erro de goleira. Cada corrida sem chegar ao destino. Cada derrota para seleções se não mais fortes, mas com atletas mais fortes, mais rápidas, mais atléticas, com mais estrutura, com mais apoio.

O Brasil tem mudado. Pia faz um trabalho de médio a longo prazo. Sujeito a chuvas e penalidades como as máximas contra o Canadá. Quando o Brasil não saiu do zero. Perdeu os seus com Andressa Alves e Rafaelle. E não pode perder a mão nas críticas a elas. À rainha Marta um tanto presa demais no esquema e nas convicções de Pia que ao mesmo tempo que pensa no equilíbrio do time tolhe um tanto quem desequilibra. Na excelente treinadora que ao mesmo tempo que precisa vislumbrar a troca de cetro não consegue tirar de Marta o melhor da maior de todas.

Pia é assim. Mais fechadinha. Mais pragmática. Tem lógica. Tem motivos para isso. Quando ela fala da condição atlética delas, explica muito do que não aconteceu. E do que talvez não rolasse mesmo se o Brasil chegasse a mais uma semifinal. E não parasse antes da hora, como em 2012.

Pia merece críticas. Mas com o Rh fechado. Nem pensar mudar o que estará dando certo lá na frente.

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