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United 0 x 2 City: a vitória do domínio

Time azul de Manchester foi ao Old Trafford e controlou todos os aspectos da partida, conseguindo uma vitória importantíssima no Campeonato Inglês

Por Vitor Sérgio Rodrigues

Mais uma vez o Old Trafford vê um rival fazer a festa de forma incontestável

Mais uma vez o Old Trafford vê um rival fazer a festa de forma incontestável

O Manchester City de Pep Guardiola não vencia o Manchester United havia quatro jogos, com um empate e três derrotas. A equipe sabia que precisava vencer para não deixar Chelsea e Liverpool se distanciarem na ponta do Campeonato Inglês, mesmo que a partida fosse no Old Trafford. Na prática, o palco da disputa não teve nenhuma interferência no que se viu em campo: um domínio completo do City, que venceu por 2 a 0 e o placar ficou muito barato para o United.

O primeiro tempo mostrou o City senhor de todas as ações, ofensivas e defensivas, desde o primeiro minuto. O United com o sistema de três zagueiros da vitória contra o Tottenham não conseguiu pressionar a posse de bola do City em nenhum momento e ali estava estabelecido que tudo seria ditado pela equipe de Guardiola. Cancelo, um dos melhores em campo, dominou o lado esquerdo e cruzou para o gol contra de Bailly. E, praticamente, o jogo tinha acabado. O United chegou duas vezes, numa cabeçada torta de Maguire e uma bela finalização de Cristiano Ronaldo de primeira, bem defendida por Éderson.

No mais, controle do City, que obrigou De Gea a fazer três ou quatro grandes defesas, até Bernardo Silva aumentar aos 44, após uma falha de Luke Shaw, que protegeu a bola para sair em tiro de meta no segundo pau, mas não viu o português entrando para finalizar (De Gea poderia ter defendido colado à trave, mas pareceu assustado, a bola bateu em sua barriga e entrou). Ao intervalo, o 2 a 0 era pouco para o que víamos em campo.

Na atual temporada, vimos o United reagir em alguns segundos tempos, em especial na Champions League. Contra o City, Solskjaer tentou com Jadon Sancho (quando fará sua "estreia" pelo United?) no lugar de Bailly, desmontando os três zagueiros. Nada mudou. City controlando totalmente a posse, circulando a bola, não dando nenhum ritmo a um rival impotente e perdendo gols. Pelo menos dois claros, além de um pênalti não dado em Gabriel Jesus. E assim foi até o melancólico, do ponto de vista vermelho, apito final.

Esses 90 minutos escancaram o abismo que hoje existe entre o coletivo do City e do United. Foi um domínio tão grande, com o City parecendo fazer tão pouca força para tal, que parecia que eram equipes de divisões diferentes.

 

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