Futebol Brasileiro

Adriano Imperador passa a limpo vida a carreira em forte texto ao 'The Players' Tribune'

Ex-atacante falou sobre álcool, drogas e também sobre a queda na vida e na carreira após a perda do pai; ele também contou bastidores do Flamengo de 2009 e decretou a Inter de Milão como o clube que mais ama

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Por Redação da TNT Sports

Adriano, o Imperador da Inter de Milão e da Itália(2005 Getty Images, Getty Images Europe)

Adriano, o Imperador da Inter de Milão e da Itália | 2005 Getty Images, Getty Images Europe

Na manhã desta terça-feira (11), o mundo do futebol pôde ter acesso a uma carta escrita por um dos seus grandes nomes nas últimas décadas: Adriano Imperador. O ex-atacante escreveu um texto na plataforma 'The Players' Tribune' e passou a limpo sua vida pessoal e também profissional.

Em forte desabafo, afirmou que nunca encontrarão drogas em seu sangue - a não ser no dia em que sua mãe e sua vó falecerem - mas que o álcool faz parte da sua rotina. Ele fez questão de falar sobre a morte do pai, que mudou para sempre sua vida e que fez o futebol nunca mais ter o mesmo valor. 

Às vezes, acho que sou um dos jogadores de futebol mais incompreendidos do planeta. As pessoas realmente não entendem o que aconteceu comigo. Eles entenderam a história toda errada. É muito simples: eu estava de volta à Europa com a Inter. Recebi uma ligação de casa. Eles me disseram que meu pai havia morrido. Ataque cardíaco. Eu realmente não queria falar sobre isso, mas vou te dizer que, depois daquele dia, meu amor pelo futebol nunca mais foi o mesmo. Ele amava futebol, então eu amava futebol. Simples assim. Era meu destino. Quando joguei futebol, joguei pela minha família. Quando marquei, marquei para a minha família. Então, quando meu pai morreu, o futebol nunca mais foi o mesmo.

Adriano relatou como as coisas aconteceram rápido em sua vida e lembrou a quase dispensa do Flamengo, quando ainda tinha 15 anos, e o escalavam como lateral. Aos 18, no entanto, já estava recebendo sua primeira convocação para a seleção brasileira (enquanto, vejam só, dormia).

"Poucos meses depois (de treinar profissionalmente na Gávea pela primeira vez), fui convocado para a seleção brasileira. Tudo aconteceu muito rápido. Eu ainda morava com meus pais na época. E, na verdade, eu estava tirando uma soneca quando eles anunciaram a Seleção na TV. Pô, fala sério. Eu tinha 18 anos e morava na favela. Como é que você pode dizer que não fui tocado por Deus? Minha história não tem muita lógica, nem mesmo pra mim".

Pouco depois disso, a história de Adriano se encontrou com a da Inter de Milão, onde surgiu então a alcunha de Imperador que carrega até hoje. O ex-centroavante não titubeou ao eleger o clube italiano como uma espécie de grande amor da sua vida, à frente até do Flamengo, com quem tem relação forte até os dias atuais.

Esse (o apelido) foi o início de um caso de amor com a Inter. Até hoje, a Inter é o meu clube. Eu amo Flamengo, São Paulo, Corinthians... Amo muitos dos lugares onde já joguei, mas a Inter é algo especial para mim. Um cara que veio da favela, sendo chamado de Imperador, na Itália?

Antes de finalizar e deixar claro que não ganhar Copa do Mundo e Libertadores foi menos importante do que 'ser feliz para c.....', Imperador contou bastidores flamenguistas em 2009, quando a instituição carioca foi campeã brasileira. Ele enfatizou que o segredo daquele elenco era a união, a 'resenha', e também assentou que, naquele momento, sentiu felicidade novamente.

"Quando voltei para o Rio para jogar pelo Flamengo, não queria mais ser o Imperador. Eu queria ser o Adriano. Eu queria ter prazer novamente. Vou contar a real sobre esse time do Flamengo: o grupo foi maravilhoso porque era de verdade. Não era só eu não, cara. O grupo. Às vezes, a gente chegava para o treino não pelo futebol, mas pela resenha depois. Assim que o treino acabava – poom! –, hora de tomar um querosene. Hora da resenha. Direto para o Mercado Produtor. Todo o time. Até as esposas já sabiam: 'Estaremos em casa à meia-noite' (risos). Nunca fui completamente o mesmo depois que meu pai faleceu, mas naquela temporada eu realmente me senti em casa. Senti alegria novamente. Eu voltei a ser o Adriano".

O texto completo você confere aqui!

 
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