Futebol Brasileiro

Atuação da arbitragem em gol do Palmeiras foi correta, mesmo com invasão de Deyverson, segundo a IFAB

Membro da IFAB, órgão que regulamenta as regras do futebol, cita que a entrada em campo não atrapalhou a jogada, nem a atuação da arbitragem e não foi com intenção "desleal"

Por Vitor Sérgio Rodrigues

Dudu anotou o gol que deu a vaga na final da Libertadores ao Palmeiras(Washington Alves/AFP via Getty Images)

Dudu anotou o gol que deu a vaga na final da Libertadores ao Palmeiras | Washington Alves/AFP via Getty Images

Nos últimos dias, algumas reclamações surgiram relacionadas ao gol do Palmeiras diante do Atlético-MG, que deu a vaga na final da Libertadores ao Verdão. Na jogada, pouco antes de Dudu concluir a gol, o atacante Deyverson - que estava no banco de reservas - invade o campo. A invasão levantou perguntas sobre a validade do gol aos olhos da regra.

Deyverson invade o campo antes da conclusão da jogada de gol do Palmeiras | Reprodução/SBT

A atuação da arbitragem, no entanto, foi totalmente correta, segundo apuração do comentarista Vitor Sérgio Rodrigues, da TNT Sports, com um membro da International Football Association Board (IFAB), órgão que regulamenta as regras do futebol.

De acordo com a explicação, citando o item 2 da regra de número 5 do futebol, o árbitro deve levar em conta o "espírito da regra" em suas tomadas de decisão no campo de jogo. Desta forma, como a invasão de Deyverson não atrapalhou a ação de jogador algum, a ação do árbitro na jogada, não foi com intenção desleal e foi tomada por emoção de um gol, a arbitragem acertou em sua atuação no lance.

Por conta dos itens citados acima, que explicam o "espírito da regra", a IFAB entende que seria desproporcional anular um gol, a razão de ser do jogo, por conta de uma ação que, mesmo que caracterizada como uma infração, não levou impacto ao algum à jogada em seu desenvolvimento ou conclusão.

A IFAB estuda, atualmente, a possibilidade de incluir textualmente no manual de regras do futebol tais observações sobre o "espírito da regra", para que futuramente nenhum questionamento jurídico possa ser feito. 

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