Futebol Brasileiro

Capitão em 99, César Sampaio elogia Abel antes de final: '100% voltado ao trabalho'

Em contato exclusivo com a TNT Sports, César Sampaio falou também sobre o primeiro título do Palmeiras na Libertadores

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Por Redação da TNT Sports

César Sampaio levanta o troféu do primeiro título do Palmeiras na Copa Libertadores(Vanderlei Almeida/AFP via Getty Images)

César Sampaio levanta o troféu do primeiro título do Palmeiras na Copa Libertadores | Vanderlei Almeida/AFP via Getty Images

O Palmeiras buscará neste sábado (27) o seu terceiro título da Copa Libertadores, o que tornaria o Verdão o maior campeão do Brasil no torneio, ao lado de Grêmio, Santos e São Paulo. Para chegar à marca, o time alviverde precisará superar o Flamengo em jogo único em Montevidéu, no Uruguai.

A rica história do Palmeiras na Copa Libertadores começou em 1960, quando logo em sua primeira participação o clube chegou à final, parando apenas no multicampeão Peñarol. O primeiro título do Verdão no torneio veio 39 anos depois, quando a ‘família Scolari’ conquistou o caneco em cima do Deportivo Cali.

Capitão daquela conquista, o ex-volante César Sampaio, hoje coordenador na CBF, atendeu a reportagem da TNT Sports para uma entrevista exclusiva e citou que a ‘família’ formada naquele grupo transcendeu o futebol e é algo presente até os dias de hoje.

“Há pouco eu vi um depoimento do Mourinho quando eles venceram com a Inter, ele disse que tem elencos que ainda permanecem unidos como elenco, independente de qualquer coisa... Então é mais ou menos isso que a família Scolari era. A gente transcende esse momento de 98 a 2000 e mantém as amizades até hoje, um grupo que permanece até hoje.”

Assim como atualmente, o Palmeiras também disputou duas finais de Libertadores seguidas no século passado. Após ser campeão em 1999, o Verdão chegou à final também em 2000, mas parou no poderoso Boca Juniors.

“Em 1999 foi um jogo muito... Foi aquele jogo que a bola não quis entrar, mas a gente conseguiu o 2 a 1 e fomos para os pênaltis! Eu achava o time de 1999 melhor que o de 2000 e naquela final, por conta do que fizemos no jogo contra o River, acho que fomos abaixo da expectativa, mas saímos como campeões. Em 2000, foram dois jogos difíceis contra o Boca, empatamos e perdemos nos pênaltis, mas era um elenco abaixo, tínhamos perdido alguns jogadores e apesar do vice-campeonato, acho que superamos as expectativas.”

Perguntado sobre Abel Ferreira, que constantemente sofre críticas por conta de seu estilo de jogo no Palmeiras, César Sampaio defendeu o treinador palmeirense e citou o foco do português em seu trabalho.

“O Abel a gente conhece há pouco tempo, ele mesmo diz que é o melhor momento da carreira como treinador. Ele é um cara 100% voltado ao trabalho, ele jamais permite perder para ele mesmo, naquilo que depende de estudo, de dedicação, de treinamento, de repetição. Dentro das ideias dele de jogo, ele é um cara que vai buscar ao máximo e se preocupa sempre em estar orientando o atleta dentro daquilo que ele pensa, colocando o atleta em suas determinadas funções com bola e sem a bola. Se eles gostam do estilo do Abel ou não, é outra coisa, mas dentro daquilo que ele entende e acredita, ele procura tirar o máximo e tirar todas as dúvidas dos atletas que estão indo pra campo”.

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