Futebol Brasileiro

Formado na base do Fluminense, Roninho Germano anuncia aposentadoria

Aos 24 anos, ex-meia pretende seguir carreira na área da saúde e guarda lembranças incríveis da curta trajetória no futebol 

Por Ludmilla Florencio

Jogador que teve passagem curta no futebol viveu experiências inesquecíveis(Arquivo Pessoal/Reprodução)

Jogador que teve passagem curta no futebol viveu experiências inesquecíveis | Arquivo Pessoal/Reprodução

Uma carreira curta, mas cheia de histórias para contar. Assim foi a passagem de Roninho Germano no futebol que, aos 24 anos, anuncia sua aposentadoria dos gramados. Após ser formado no Fluminense e ter tido experiências fora do Brasil, o ex-jogadador seguirá com outros projetos.

 

 

Aos 12 anos, em 2009, saiu de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, para morar na base do Tricolor Carioca. Por lá, foi formado “como atleta e como homem”, e teve que aprender a se virar sozinho.

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Apesar de sonhar com a camisa profissional, recebeu da diretoria a proposta de empréstimo ao Ceará ou o Madureira quando tinha 15 anos. Não quis e escolheu viver seu destino fora do país, vestindo primeiramente as cores do UA Horta – time da Espanha.

Quando pisou os pés em campos distintos dos que encontrou em seu país de origem, ficou impactado com a estrutura. Mas acredita que o nível técnico de base na Europa e no Brasil são semelhantes.

Viveu experiências que muitos jogadores com anos de carreira sonharam imaginar – para nunca mais lembrar e para nunca mais esquecer. Na Itália, concentrado em um hotel, foi surpreendido por um terremoto que durou exatos 15 segundos. Sentiu na pele a sensação de estar no país em conflito de Guerra, quando esteve em 2018 na Armênia. Momentos agoniantes de sua existência.

Jogou na neve sob frio de -20 graus, quando estava na Polônia. Mas pôde desfrutar das mais belas praias do mundo, em Bali, vivendo na Indonésia no período que representou as cores do Kalteng Putra.

Fez grandes amizades no mundo esportivo que tem uma grande admiração e boas histórias. Algo que nem em seus sonhos de menino conseguia imaginar. 

Aldair, zagueiro tetracampeão brasileiro, foi seu maior apoiador. “Um pai”, como ele define. Alguém que sempre esteve ao seu lado em toda trajetória e que será, segundo Roninho, o seu padrinho de casamento.

A lista de personalidades do futebol na qual compartilhou momentos é extensa. Bruno Peres o presenteou com um brinco de ouro branco com diamantes, que virou a pedra do anel de noivado. Juninho Capixaba, ex-Grêmio, e Elton Júnior, do Red Bull Bragantino, são vistos como irmãos.

Alan Ruschel e Jackson Follmann o ensinaram sobre superação. Diogo Campos, ex-Atlético Goianiense, e Patric, ex-Barcelona, também o apoiaram em momentos de dificuldades.

Gerson, ex-Flamengo e atual meia do Olympique de Marseille, também dividiu com Germano boas histórias, como assistir ao jogo da Champions League em Roma. Acredita que as cores da Amarelinha deveriam ser realidade na vida do jogador há tempos.

Ronaldinho Gaúcho faz parte de sua trajetória. Não apenas pelos dribles e inspiração como atleta, mas por ter tido a oportunidade de conhece-lo, em um jantar no ano de 2017, e receber conselhos do craque conhecido mundialmente. "Buscar ser feliz não importa onde" foi um dos recebidos pelo ex-jogador que tem 12 títulos na carreira.

A busca pela felicidade, não importante onde, virou meta de vida. Três fatores que ocorrem em sequência acabaram mudando a rota de seus objetivos e colocando sua história em outra direção.

Após rompimento o tendão patelar e o ligamento cruzado anterior do joelho direito, que ocorreram em 2019, o jogador teve dificuldades em encontrar uma equipe médica especializada para ser tratado.  

Em Goiás, recebeu apoio e iniciou o processo de reestabelecer após os traumas físicos. Em 2020, quando começava a ter confiança para voltar aos gramados, foi barrado por um segundo motivo: pandemia do coronavírus.

O terceiro impacto e, mais pessoal de todos, foi a decisão de casamento tomado junto a sua companheira, que tem data marcada para acontecer em 2022. Iniciou a graduação em odontologia e pretende atuar na área da saúde, assim como sua noiva que cursa Medicina.

Apesar de deixar o esporte como profissão, não o larga como hobby. E sempre terá consigo as experiências e conquistas que o futebol proporcionou – desde falar três novas línguas (espanhol, italiano e inglês) a conquistar a nacionalidade italiana.

A gratidão e fé são seus amuletos. Germinho enxerga a vida como um sopro e, por isso, acredita que pedir perdão, amar muito, não invejar ninguém, ter objetivos, metas, sonhar grande batalhar e ter fé são os segredos pra ser feliz e ter a paz com seus propósitos, sejam eles quais forem.

 

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