Futebol Brasileiro

Palmeiras x Flamengo: conheça o histórico dos times jogando no Uruguai pela Libertadores

Equipes decidem competição mais importante do continente em Montevidéu neste sábado (27); Rubro-Negro foi campeão na cidade

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Por Erick Viana

Zico ergue a taça de campeão no Uruguai, em 1981(Reprodução)

Zico ergue a taça de campeão no Uruguai, em 1981 | Reprodução

Chegou a hora. Palmeiras e Flamengo finalmente irão se enfrentar para decidir quem tem o melhor time do Brasil. O coração do torcedor acelera a cada segundo que passa e a grande final se aproxima. A 'batalha' será em Montevidéu, no Uruguai, onde não é novidade para as equipes, que já jogaram no país pela Libertadores em outras oportunidades.

Nesse momento, o torcedor se apega a tudo. Superstição, retrospecto, estatística, coincidência, fé. Para os rubro-negros, o histórico jogando no país pela Copa Libertadores traz lembranças melhores do que para os palmeirenses. Jogando no Estádio Centenário, mesmo local da decisão deste sábado (27), o Verdão foi vice do torneio duas vezes.

Se depender disso, o flamenguista pode respirar fundo e acreditar que pode ficar mais tranquilo, já que em 1981, sobre o Cobreloa-CHI, o Rubro-Negro saiu vitorioso da partida jogada no estádio que sediou a final da primeira Copa do Mundo, em 1930. Foi o terceiro jogo em campo neutro forçado após uma vitória para cada lado, como constava no regulamento na época.

O Palmeiras foi vice-campeão da competição duas vezes no Uruguai, em 1961 e em 1968. O palmeirense se apega ao fato de serem outros tempos, outro time, que pode, finalmente, erguer a copa no país vizinho. Em 1961, o Verdão foi o primeiro brasileiro a decidir uma final de Libertadores, antes do Santos de Pelé, que levantou a taça no ano seguinte.

O clube paulista enfrentou o Peñarol, equipe local, e a equipe que contava com Djalma Santos e Julinho Botelho saiu derrotada por 1 a 0. Em 1968, o Palmeiras encontrou o Estudiantes pelo caminho na decisão, e assim como o Flamengo em 1981, a final contou com uma vitória para cada lado, forçando terceiro jogo em campo neutro: Estádio Centenário. Mais uma vez, no Uruguai, o clube foi derrotado por 2 a 0, desta vez, com Ademir da Guia e Dudu em campo.

Cruzeiro, em 1977, e Internacional, em 1980, foram os brasileiros que voltaram a decidir a competição em solo uruguaio, e também saírem frustrados. Até que finalmente, justamente o Flamengo, liderado por Zico, que fez sua estrela brilhar, venceu o Cobreloa por 2 a 0. O Galinho marcou duas vezes e colocou o nome na história rubro-negra.

O jogo foi uma verdadeira batalha. Com entradas duras e expulsões, Alcorón, pelo lado rival, foi expulso, e logo depois, Andrade também recebeu o vermelho por revidar depois de ver seu companheiro Júnior sofrer a falta. Com o título encaminhado, após o segundo gol de Zico, aos 31 minutos da segunda etapa, o técnico Carpegiani colocou Anselmo apenas para revidar as agressões sofridas pelos flamenguistas. 

O reserva, então, obedeceu e deu um soco em Mario Soto, sendo expulso. Soto e Jiménez também seriam expulsos até o fim da partida. 

Um sufoco que o Rubro-Negro passou foi na ida para o Uruguai. O time teve uma de suas malas extraviadas. Nela, estavam os uniformes de jogo dos jogadores. Após o susto, o clube teve que importar para o país novos uniformes, para que o jogo pudesse, enfim, acontecer.

Mas as 'batalhas' em solo uruguaio não foram só no século passado, tampouco apenas no Estádio Centenário. Recentemente, em novo confronto com o Peñarol, o Palmeiras se envolveu em brigas após o apito final no Campeón Del Siglo, estádio da equipe uruguaia, após vencer os gringos por 3 a 2.

Uma das cenas mais marcantes do triste episódio, foi o soco que Felipe Melo, atual capitão do time, deu em um dos uruguaios, enquanto corria e tentava se defender das tentativas de agressão. A briga foi causada pela atitude do rival de não abrir os portões de acesso ao vestiário, armando uma emboscada para os brasileiros.

Contra os principais clubes do Uruguai, pela Libertadores, Flamengo e Palmeiras somam tanto vitórias quanto derrotas. Contra o Nacional, os rubro-negros jogaram apenas duas partidas em solo estrangeiro, onde perderam por 3 a 0, em 2008, e venceram por 1 a 0, em em 1991. Contra o Peñarol, o clube nunca venceu. Empatou uma, em 0 a 0, na campanha do título em 2019, e perdeu por 1 a 0 na edição de 1982.

Já o Palmeiras leva vantagem em relação ao Peñarol no país vizinho. São três vitórias e duas derrotas em cinco jogos na história. Contra o Nacional, o palmeirense não gosta de lembrar do retrospecto recente. Isso porque o time alviverde ficou pelo caminho na fase de grupos, em 2016, quando enfrentou os uruguaios e perdeu as duas partidas da chave. No Gran Parque Central, casa do Nacional, a derrota foi por 1 a 0.

Uns com motivos bons de um lados, outros com motivos bons por outro caminho, mas a fé e a superstição do torcedor sempre vai existir e com certeza, nesse momento, muitos flamenguistas e palmeirenses se apegam ao que dá e ao que conseguem enxergar de positivo. Mas independente de números, a grande final será neste sábado (27), às 17h (de Brasília), e a grande verdade é que tudo pode acontecer nesse dia que será magnífica pra uns, e de muito sofrimento para outros.

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