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Olimpíadas, Copa do Mundo e Corinthians: um papo exclusivo com Andressa Alves, a camisa 21 da Seleção Brasileira em Tóquio 2020

Jogadora da Roma falou exclusivamente com a TNT Sports sobre sua expectativa para os Jogos Olímpicos

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Por Tayna Fiori e Ludmilla Florencio

Foto: Sam Robles/CBF

Foto: Sam Robles/CBF

A seis dias da estreia da Seleção Brasileira Feminina nos Jogos Olímpicos, Andressa Alves bateu um papo exclusivo com a TNT Sports. A jogadora veste a amarelinha desde as categorias de base e chega para a sua segunda Olimpíada, agora em Tóquio. 

Em um primeiro momento, Andressa ficou de fora da lista oficial da técnica Pia Sundhage, entrando como suplente. Mas, com uma mudança da FIFA, ela integrou a lista de 22 atletas convocadas para representar o Brasil. 

Antes de receber essa lista, a Seleção teve um último período de treinamentos, onde foram realizados dois amistosos, um contra a Rússia e outro contra o Canadá. Andressa Alves foi um dos grandes destaques nas partidas. 
 

Pra mim, foi muito importante ajudar a equipe com assistência e fazendo gol. Isso me dá mais confiança para chegar na Olímpiada preparada e poder ajudar o Brasil de todas as formas", contou.

A atual camisa 21 do Brasil estava na última Copa do Mundo Feminina, a qual aconteceu em 2019, na França. Naquele tempo, Vadão, falecido em 2020, era técnico da amarelinha e tinha alguns anos no currículo com este comando. 

Após a eliminação da Copa, veio a demissão de Vadão e a chegada de Pia Sundhage, que mudou algumas coisas com a Seleção Brasileira. O modelo de futebol dos dois acaba sendo bem diferente, até pela experiencia fora.

"Eu acho que é difícil falar do trabalho de um e do trabalho do outro. Mas eu acho que o Vadão era um estilo mais brasileiro, então a gente tinha um pouco mais de liberdade, tanto tecnicamente e taticamente. Com a Pia a gente tem que seguir o padrão de jogo que ela impõe. Então, eu acho que essa é a maior diferença", falou sobre a mudança. 

Agora, com uma visão diferente, o Brasil chega para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 sem o favoritismo de uma medalha. Algo que Andressa Alves e suas companheiras já estavam esperando.

A gente espera jogar bem, passar a primeira fase, que o nosso principal objetivo é passar a primeira fase. A gente sabe que não é favorito, que tem outras seleções que são as favoritas, mas a gente vai. Um jogo de cada vez, um passo de cada um e, claro, quando você veste a camisa da Seleção, você tem que lutar por medalha, isso independente do esporte", declarou à TNT Sports. 

Na fase de grupos, a equipe irá enfrentar a China, Holanda e Zâmbia. A primeira está presente em amistosos da amarelinha, sendo uma seleção bastante veloz, como definido pela meia. 

A Holanda também já jogou contra o Brasil no Torneio Internacional da França, onde ficaram no empate sem gols. A jogadora definiu a seleção como muito forte e com um ataque muito bom. 

Já a Zâmbia acaba sendo uma seleção pouco conhecida por todos, e o Brasil também não teve testes contra ela. O que se espera é: "Independente se é a China, a Zâmbia ou a Holanda, vão ser difíceis os três jogos". 

Além disso, o Brasil está em um ano de mudanças e renovação. Então, tem atletas mais velhas e mais novas: "É muito importante a gente mesclar a experiência com a juventude. Acho que tem jogadoras novas que estão vindo e são muito boas. Tem a velha guarda que ainda tem um futebol bom aí para dar. Esse entrosamento entre as mais velhas e as mais novas ajuda muito dentro de campo. E claro, você ter jogadoras como a Formiga e Marta no elenco, dentro de campo ajuda muito, tanto na experiencia como na orientação. E essas mais novas vão poder aprender durante os treinos e durante os jogos com elas". 

O presente da atleta 

Atualmente, Andressa Alves vem fazendo grandes partidas na Roma, pelo Campeonato Italiano. Foram 16 partidas e quatro gols marcados na última temporada. Com o time, conquistou também a Copa da Itália de 2020/21. 

Na Roma, a meia atua com jogadoras italianas, espanholas, francesas, tanto como companheiras de equipe, mas também adversárias. E no currículo, ela ainda tem três temporadas no Barcelona e uma no Montpellier - time francês. 

Eu acredito que jogar fora do país, uma das principais características é que o campeonato é muito forte, tanto fisicamente como tecnicamente. Então, isso fez eu evoluir meu futebol, fez eu crescer como jogadora. E eu tenho certeza que, trazendo essa experiência da Europa, eu vou conseguir ajudar a seleção também", disse. 

O que espera para o futuro 

Andressa Alves ainda tem 28 anos e muito futebol para mostrar. Em suas redes sociais, a jogadora sempre fala muito sobre o Brasil e sobre um clube em específico: Corinthians. 

"Eu sou corintiana, todo mundo sabe desde pequena. Então, é um sonho, para mim, vestir a camisa do Corinthians. Sim, com certeza vou encerrar minha carreira no Brasil. Não sei quando vou retornar, mas espero que breve. E seria um prazer imenso vestir o manto corintiano", afirmou. 

Ainda, a jogadora falou sobre o seu futuro com a Seleção Brasileira. Mesmo com Tóquio 2020 tão próximo, muitas atletas falaram sobre encerrar sua passagem na amarelinha, mas os sonhos da meia são diferentes. 

Eu acho que ainda consigo jogar o próximo mundial, estou com 28 anos e está bem perto, faltam dois anos. A Olímpiada eu já não sei, vai depender muito da minha parte física também. Com o passar do tempo, a gente vai ficando velha e vai perdendo um pouco de velocidade, um pouco de físico. Então, eu acho que vai depender muito do que acontecer durante os anos, questões de lesões também. Espero poder estar nesse mundial, vou me preparar".

Estando ou não no próximo mundial, os pensamentos de Andressa Alves estão focados em uma coisa agora: "Cabeça agora nos Jogos Olímpicos e depois pensar na Copa América e, consequentemente, no Mundial"

 
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