Olimpíadas

Veterana no handebol, armadora Duda Amorim fala sobre o futuro após os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020

A atleta brasileira bateu um papo exclusivo com a TNT Sports; Seleção começa sua caminhada neste final de semana

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Por Tayna Fiori, Ludmila Florencio e Giulia Soares

Veterana no handebol, armadora Duda Amorim fala sobre o futuro após os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020(Foto: Divulgação/COB)

Veterana no handebol, armadora Duda Amorim fala sobre o futuro após os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 | Foto: Divulgação/COB

Considerada uma das maiores atletas de handebol da atualidade, Duda Amorim chega para representar a Seleção Brasileira em seus últimos Jogos Olímpicos, em Tóquio 2020. A armadora esquerda tem uma grande história vestindo a camisa amarela do Brasil. 

Ela foi campeã mundial em 2013, é tricampeã dos Jogos Pan-Americanos (Rio 2007, Guadalajara 2011 e Lima 2019) e considerada melhor jogadora de handebol do mundo em 2014. Duda atua na Europa desde 2005 para manter o alto nível dentro de quadra.

No currículo, Eduarda Amorim está chegando para o seu quarto Jogos Olímpicos, só que esse com alguns desafios pela frente, como a pandemia da Covid-19 e a falta de público nos estádios e arenas. Aos 34 anos, uma das maiores atletas da história pode estar escrevendo um dos seus últimos capítulos nessa Olimpíada.

 Eu estou em um momento onde quero ser feliz em quadra. Sinto que minha carreira está se encerrando, mas não tenho certeza de nada ainda. Estou vivendo um dia de cada vez”, disse Duda à TNT Sports.

Para a disputa de Tóquio 2020, a atleta precisou mudar de clube, já que as Olimpíadas precisaram passar por um adiamento por conta da mesma pandemia. Duda, que jogava na Hungria, encaminhou-se para o Rostov-Don, time da Rússia. Foram 12 anos de história no Gyori, da Hungria. Com o clube, ela chegou a nove semifinais de Champions League - competição também do handebol - sendo campeã de cinco e ficando com o vice em duas.

“Cada edição Olímpica é diferente, mas todas são muito especiais. Tóquio acontece em um momento muito especial da minha carreira, em uma fase de transição de clube e ao mesmo tempo, momento de renovação na Seleção Brasileira. Sensações diferentes, mas como sempre, querendo dar meu máximo”, disse.

Representando o Brasil, a armadora é uma das únicas remanescentes nestes jogos, já que o país passou por uma grande reformulação nos últimos anos, perdendo muitas atletas e trazendo nomes novos. O pódio é considerado pouco improvável pelos especialistas, mas o Brasil deve ficar entre as oito melhores seleções.

Mesmo assim, as jogadoras chegam com muita vontade para tentar conquistar essa medalha olímpica no handebol brasileiro.

Em 2016, chegamos em quinto lugar, sendo a melhor colocação da modalidade. Naquela edição, nossa equipe era bem experiente. Agora em Tóquio, nós temos o começo de uma renovação, com um mix de habilidades bem interessante. Meninas em diversas fases de carreira e a maioria indo para primeira participação olímpica. Esse vai ser um dos maiores desafios dessa competição, mas estamos dando nosso máximo, almejando o melhor possível a cada dia”, afirmou.

O Brasil já está bem acostumado com os protocolos do coronavírus, já que a Seleção estava realizando torneios e amistosos preparatórios para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 seguindo as recomendações. Os brasileiros estão realizando testes diários, como todas as outras delegações.

Duda afirmou que ela e suas companheiras já estão acostumadas com a falta de apoio nas arquibancadas: “Desde quando começou a pandemia, já estamos com os jogos no clube e os amistosos da Seleção sem torcida, então imagino que assim como todas as meninas, já vim me acostumando com esse ‘novo normal’. Com certeza o calor da torcida vai fazer muita falta, ainda mais que a experiência anterior foi no Rio, em que estávamos em casa. Mas sempre sentimos a energia dos torcedores”.

Caminhada do Brasil no Handebol Feminino

O Brasil inicia estreia em Tóquio 2020 contra o Comitê Olímpico Russo, nome definido por conta do imenso caso de doping no país. A primeira partida é contra o atual campeão olímpico da modalidade.

Além delas, o Grupo B conta com a França, campeã mundial em 2017, a Espanha, vice-campeã mundial em 2019. Suécia e Hungria; todas seleções fortes. 

Brasil x Rússia é neste sábado (24), às 23h (horário de Brasília). Esse é considerado o confronto mais difícil nesta fase de grupos e ainda junta com o nervosismo de estar começando a caminhada nos Jogos Olímpicos. 

Acredito que vai ser uma partida com bastante nervosismo, normal de uma estreia. Sabemos que elas são favoritas para ganhar esse jogo, mas vamos nos esforçar para ter momentos bons nesse jogo”, avaliou Duda.

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