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EXCLUSIVO: Fernanda Garay conversa sobre o futuro da sua carreira

A atleta pediu uma pausa da Seleção Brasileira de vôlei após os Jogos Olímpicos

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Por Tayna Fiori

Fe Garay em evento no Nossa Arena(Foto: Mariana Pekin)

Fe Garay em evento no Nossa Arena | Foto: Mariana Pekin

Após ser grande destaque nos Jogos Olímpicos de Tóquio, Fernanda Garay anunciou que estaria dando um breve tchau à seleção brasileira de vôlei com a intenção de se dedicar mais a família. 

Desde 2010, a jogadora havia se firmado na categoria adulta do vôlei, terminando essa temporada como maior pontuadora da Superliga Feminina.

Garay foi responsável por ajudar, no ataque, a garantir o ouro olímpico do Brasil em Londres 2012 e pela prata em Tóquio 2020.

"Ao longo da nossa tragetória, nós temos muitos desafios. Alguns são mais marcantes. Mas a verdade é que diariamente temos um desafio. É uma escolha de fazer o seu melhor possível e ser a sua melhor versão", contou. 

A ponteira foi eleita a Melhor Atleta na Modalidade de Voleibol após a última medalha, encerrando um ciclo com chave de ouro.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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O futuro de Fe Garay 

Em entrevista exclusiva à TNT Sports no evento da Nike na Nossa Arena - espaço para mulheres conseguirem treinar, a ponteira brasileira afirmou que o seu grande foco agora é ser mãe e construir uma família, com seu marido Marcio. 

Em um processo de transição entre o voleibol e a aposentadoria, Fernanda ainda não definiu seus próximos passos dentro ou fora da quadra. 

"Eu não tenho vontade de fazer parte de uma comissão técnica, nunca me vi assim... Eu me vejo ligada ao esporte de alguma maneira, mas é algo que eu ainda não escolhi. Acho que isso faz parte do processo, estou me imaginando e vendo as possibilidades de onde me encaixar", disse à TNT. 

A experiência em Tóquio 2020

A seleção brasileira de vôlei chegou nos Jogos Olímpicos sem nenhum favoritismo e conseguindo concluir uma campanha incrível, perdendo a final para os Estados Unidos e ficando com a prata. 

No entanto, havia um problema extra a todos os jogos: a pandemia da Covid-19.

"Eu pensava: o Covid-19 não vai me tirar dessas Olimpíadas."

Por ser uma competição de tiro curto, se a delegação tivesse alguém infectado poderia ficar totalmente de fora da competição.

"A gente viveu isso na Superliga e fomos nos adaptando para ter a maior segurança possível. Mantivemos esses cuidados na seleção, aumentando para não colocar todo mundo em risco. Foi algo inevitável, não estava nem vendo minha família, para garantir que todos estivéssemos lá", completou. 

No final da caminhada, todo esforço deu certo. E a maior afirmação de Fe Garay foi sobre a luta dentro e fora das quadras.

"Isso tenta nos motivar a querer mais e continuar. Se tanta coisa foi feita, significa que temos que continuar e não podemos descansar", finalizou.

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