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Eleita melhor jogadora do Brasil em 2019, Rafaela Zanellato fala sobre expectativas para o Rugby Feminino

Rafa bateu um papo exclusivo com a TNT Sports sobre Tóquio 2020

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Por Tayna Fiori, Ludmilla Florencio e Giulia Soares

Imagem: Susi Seitz(susi baxter-seitz)

Imagem: Susi Seitz | susi baxter-seitz

Aos 21 anos, Rafaela Zanellato já está em Tóquio para representar o Brasil no Rugby Feminino, na categoria Sevens. Esporte o qual ela tem uma tragetória e uma paixão.

Natural de Curitiba, no Paraná, a atleta atua pelo Curitiba Rugby Clube há alguns anos. Um esporte que a encantou por abranger alguns valores importantes, como a família. 

Com sua carreira crescendo, Zanellato começou a ser grande destaque no esporte e chamar atenção da seleção, onde teve participações no Super Sevens de Rugby desde 2015. 

Já em 2019, Rafaela foi importante para a conquista do Brasil no Sul-Americano e no título do Pré-Olímpicos, que colocou as Yaras - como é conhecida a seleção - em Tóquio 2020. Além disso, a atleta teve uma conquista individual. Rafa foi eleita a melhor atleta do Rugby do país pelo Prêmio Brasil Olímpico, promovida pelo Comitê Olímpico Brasileiro. 

Receber esse troféu foi realmente uma emoção, mas eu acho que o que realmente me traz confiança para estar nesse torneio é a minha conexão com as meninas aqui do grupo. Eu acho que esse troféu, na verdade, não muda nada em relação a minha confiança aqui para os jogos. Até mesmo porque é um esporte muito coletivo, então, algumas vitórias individuais são boas, com certeza soma para o coletivo, mas a nossa maior importância, de confiança, é sempre o coletivo", contou sobre o prêmio. 

O Rugby Sevens só entrou para a Olimpíada em 2016 e a seleção brasileira tem sua segunda chance de conquistar uma medalha de ouro, que não foi possível no Rio 2016. 

Rafaela Zanellato chega em Tóquio 2020 para sua primeira experiencia olimpíca e, junto com ela, tem o grande receio de pegar a Covid-19 e precisar ficar em isolamento e, consequentemente, fora dos Jogos Olímpicos. Isso é algo que aconteceu com alguns atletas até o atual momento, mesmo sendo testados diariamente.

"Eu ainda sou muito nova, não vivenciei uma experiencia de Olimpíada mas, com certeza, esse Covid alterou muitas coisas como o contato com outros esportes que a gente poderia ter de uma forma bem mais aberta. Porque você ir para uma Vila Olímpica e você frequentar o ambiente onde tem os melhores atletas do mundo dá aquela coceirinha no peito para não querer tirar aquela foto, querer estar junto, querer saber um pouco mais da história... Até mesmo, talvez, criar uma amizade, um laço com pessoas que você nem imagina que pode criar", falou. 

Com protocolos fortes, as seleções e os atletas ainda passam por outras adaptações nesse caminho: o fuso-horário e a comida. 

Rafaela aproveitou toda sua experiencia nova para compartilhar em suas redes sociais o que come, como se vestem e toda preparação para a estreia. 

"Eu acho extremamente importante falar sobre o esporte nas redes sociais. Porque, quando eu via os atletas, eu sempre procurava eles nas redes para saber o que estavam fazendo, o que eles comiam... Agora que eu me tornei uma atleta, poder transmitir isso e trazer para as pessoas também, eu acho de extrema importância. Estou gostando muito, inclusive estou tendo vários feedbacks muito bons. Espero que a galera esteja realmente curtindo", disse. 

O Rugby ainda é um esporte pouco conhecido e acompanhado pelos brasileiros e, por falta de transmissão, a relação entre modalidade e torcida fica muito na mão dos próprios atletas. 

Rafa começou a utilizar o seu próprio perfil no TikTok para falar sobre o esporte e, com isso, dispertou bastante o interesse de quem acompanha ela.

"A galera começou realmente a querer saber como era, o que era... Então, eu aproveitei esse momento para poder divulgar esse esporte e tem muita galera me mandando mensagem. Pra mim, tá sendo uma experiencia muito incrível e eu espero que a galera se sinta atraído mesmo pelo Rugby", confirmou. 

A atleta das Yaras afirma que, quem se permite conhecer, acaba gostando: "O Rugby é um esporte que aceita muito biotipo, ele aceita muita gente. Então, quando a galera conhecer e souber sobre o Rugby, eu acho que vai ter muita gente que vai se sentir realmente atraído por esse esporte maravilhoso. Com certeza falta um pouco dessa parte da mídia", ressaltou. 

A caminhada das Yaras em Tóquio 2020

A seleção brasileira de Rugby feminino ficou no Grupo B, que conta com o Canadá, França e Fiji. As atletas ainda estão em Nagato, cidade no Japão, onde estão sendo realizados os últimos treinos. 

No geral, o grupo do Brasil é bem difícil, começando pelo Canadá. 

Pegamos uma chave bem pesada, mas eu acho que o nosso maior inimigo é o Covid. Estamos lutando muito para conseguir estar em campo, o que mais importa é a gente conseguir jogar e conseguir representar o Brasil em uma Olimpíadas. E conseguir fazer isso de uma forma mais saudável possível. Depois disso, acho que temos ali o Canadá, que é realmente um grupo que a gente está se preparando bem para a gente poder jogar contra", analisou Rafa à TNT Sports.

As Yaras têm previsão de chegar à Vila Olímpica já no dia 24, com a primeira partida marcada para o dia 28, às 21h30 (horário de Brasília). 

Nos Jogos Olímpicos no Rio, em 2016, o Brasil teve sua primeira representação do Rugby Sevens. Há apenas quatro remanescentes daquela equipe: Haline Scatrut, Isadora Cerullo, Luiza Gonzales e Raquel Kochhann, capitã da equipe. 

Nesse primeiro torneio, o Brasil acabou em nono lugar na competição. Agora, a seleção tenta conquistar uma medalha. 

Confiram os jogos da primeira fase:

 

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